Cuiabá em choque: O ex-controlador-geral do Estado, Emerson Hideki Ayashida, prestou depoimento à CPI da Saúde nesta quarta-feira (6) e surpreendeu os deputados ao afirmar que não se recordava de detalhes cruciais sobre auditorias que ele mesmo assinou. O foco do interrogatório foi o relatório 318/2020, que recomendava a suspensão de pagamentos à empresa LG Médicos. Mesmo com o alerta da CGE, o governo efetuou o repasse de mais de R$ 7,5 milhões, levantando suspeitas sobre a eficácia do controle interno.
O presidente da CPI, deputado Wilson Santos, confrontou o ex-secretário sobre a omissão de relatórios que indicavam a presença de verba federal, o que deslocaria as investigações para a esfera da Polícia Federal. Ayashida defendeu-se dizendo que a CGE não tem poder para punir secretários e que as divergências técnicas entre auditores podem ter impedido a homologação de certos documentos. A falta de respostas precisas irritou os parlamentares, que prometeram convocar novas provas documentais para confrontar as "lacunas" no depoimento.
Bomba na CPI: Ex-controlador revela "apagão" de memória sobre pagamentos milionários
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