Com apenas cinco meses de legislatura, a base do prefeito Abílio Brunini na Câmara Municipal de Cuiabá já exala os odores pútridos da degradação moral e institucional. Três casos recentes, envolvendo figuras centrais do grupo político do prefeito, escancaram a podridão instalada. O vereador afastado Joelson Fernandes, o “Sargento Joelson”, foi flagrado em conversas de WhatsApp recebendo e confirmando propinas que somam pelo menos R$ 280 mil, com comprovantes de Pix diretamente para a conta de seu assessor – um escândalo de corrupção explícita. Já a vereadora Baixinha Giraldelli, conhecida por barulho e viagens, aparece em foto com Geovanni “Sheik” Mesquita, apontado pela Polícia como líder do Comando Vermelho no Pedra 90. Por fim, a própria presidente da Casa, Paula Calil, teve o chefe de gabinete Rafael Pinto — indicação de Baixinha — como alvo da Operação Poço Sem Fundo, que investiga desvio de R$ 22 milhões na Metamat. Em conversas apreendidas, Joelson ainda sugere que há outros vereadores envolvidos. Resta à população cuiabana perguntar: se com cinco meses o cenário já é este, como estará a Câmara no fim do mandato? O silêncio covarde de Abílio Brunini, amigo íntimo de Joelson, ecoa como cumplicidade. A lama não é acidental — ela é estrutural.
