O Mato Grosso está em uma posição desconfortável e perigosa no cenário de violência do Brasil. Embora não ocupe o topo da lista liderada por Amapá e Bahia, o estado se consolidou como um dos mais letais do país, entrando no Top 10 nacional de homicídios por 100 mil habitantes.
Com uma taxa alarmante de aproximadamente 31,7 mortes a cada 100 mil habitantes em 2023, o Mato Grosso se coloca na 7ª posição no ranking de violência, ficando muito acima da média nacional de 21,2 e superando com folga seus vizinhos da região Sul.
📈 A Posição Preocupante do Mato Grosso no Ranking
Enquanto estados como São Paulo (6,4) e Santa Catarina (8,8) apresentam baixíssimas taxas, o Mato Grosso mostra um quadro de agravamento da segurança pública, rivalizando com estados tradicionalmente mais violentos do Norte e Nordeste.
| Posição Nacional | Unidade Federativa | Taxa (por 100 mil hab.) |
|---|---|---|
| 1º | Amapá | 57,4 |
| 2º | Bahia | 43,9 |
| 7º | Mato Grosso (MT) | 31,7 |
| 16º | Paraíba | 26,5 |
| 20º | Goiás | 21,4 |
| 21º | Mato Grosso do Sul (MS) | 20,7 |
| 27º | São Paulo | 6,4 |
| 🔍 O Que Explica a Alta Taxa de Homicídios em MT? | ||
| Especialistas em segurança apontam que a posição de destaque negativo do Mato Grosso é um reflexo direto de dois fatores principais: |
- Rota do Crime Organizado: O estado possui uma vasta fronteira seca com a Bolívia, o que o torna uma rota estratégica e crucial para o tráfico internacional de drogas e armas. Essa posição geográfica alimenta a guerra territorial entre facções criminosas que disputam o controle logístico da região, elevando o número de execuções.
- Expansão da Violência: O crescimento econômico em polos do agronegócio não foi acompanhado por um investimento proporcional e estratégico em segurança e inteligência. A violência, antes concentrada em grandes centros, expandiu-se para o interior, afetando cidades de menor porte e elevando a média estadual.
A taxa de 31,7 por 100 mil habitantes é um grito de alerta para a população e um chamado urgente ao governo estadual para que a segurança pública deixe de ser tratada com medidas paliativas e passe a ser prioridade máxima, com foco no combate ao crime organizado e na proteção da vida do cidadão mato-grossense.