Abílio Brunini arrisca isolamento político futuro ao manter jogo duplo entre Wellington Fagundes e Otaviano Pivetta

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Abílio Brunini arrisca isolamento político futuro ao manter jogo duplo entre Wellington Fagundes e Otaviano Pivetta

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), caminha para um cenário de provável isolamento político ao insistir em uma postura ambígua na sucessão estadual, tentando equilibrar apoios simultâneos ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e ao senador Wellington Fagundes (PL). Embora ainda mantenha trânsito nas duas esferas, essa estratégia de "acender uma vela para cada santo" começa a desgastar sua baixa credibilidade interna, especialmente por ignorar a fidelidade natural que se espera em relação a Fagundes, pré-candidato ao Governo e principal liderança de seu próprio partido. A insistência em flertar com o grupo de Pivetta enquanto nega o alinhamento total com a cúpula do PL sinaliza uma falta de firmeza que, a médio prazo, pode fechar as portas de ambos os palanques, deixando o prefeito sem um porto seguro para as próximas composições eleitorais.
Essa posição dúbia, somada às críticas sobre a baixa entrega e o ritmo lento de realizações de seu mandato, coloca Brunini em uma "sinuca de bico" que pode cobrar seu preço logo após as definições das candidaturas deste ano. Caso não consiga consolidar uma aliança clara e recupere a confiança de seus pares, o prefeito corre o risco real de terminar o ciclo político como uma figura isolada, carregando o estigma de maior traidor da política mato-grossense recente por ter tentado jogar dos dois lados. O resultado natural dessa falta de nitidez ideológica e partidária tende a ser o esvaziamento de seu capital político, deixando-o vulnerável e sem o suporte necessário de grandes máquinas partidárias para sustentar sua sobrevivência pública nos próximos anos.