Abilio atribui lojas vazias à internet e encerra narrativa de “quebradeira” do Lula

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Abilio atribui lojas vazias à internet e encerra  narrativa de “quebradeira” do Lula

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), atribuiu o esvaziamento do comércio físico à migração dos consumidores para as compras pela internet. Ao explicar a redução do movimento no Centro Histórico e em shoppings da Capital, o gestor apresentou um diagnóstico que oferece um contraponto à associação automática entre lojas vazias e uma suposta “quebradeira” provocada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O que a gente vê é uma migração do consumo. O cidadão muitas das vezes troca o consumo presencial pelo consumo virtual, e ele consome excessivamente às vezes no consumo virtual e lhe falta recursos para fazer o consumo presencial”, afirmou.

Na explicação apresentada pelo prefeito, parte das compras continua acontecendo, mas por outro canal. Produtos que antes levavam consumidores às ruas comerciais passaram a ser adquiridos pelo celular. Esse raciocínio questiona o uso de imagens de estabelecimentos vazios como prova, por si só, de um colapso econômico causado pelo governo federal.

Abilio também já direcionou críticas ao presidente ao discutir os problemas do Centro de Cuiabá. Em agosto, responsabilizou o governo federal pela insegurança enfrentada pelos comerciantes. “Enquanto o Lula estiver no poder, não tem nada para fazer em questão de segurança”, declarou na ocasião.

Naquele período, porém, o prefeito já apontava o crescimento das compras online como explicação para a queda na circulação de consumidores. O histórico permite distinguir suas acusações contra Lula na área da segurança do diagnóstico que apresenta para a transformação do comércio.

Na fala sobre o consumo, Abilio argumentou que calor e insegurança, isoladamente, não explicariam o cenário. Segundo ele, se esses fossem os únicos obstáculos, os consumidores estariam enchendo os shoppings Goiabeiras, Três Américas e Pantanal.

O prefeito relatou ter encontrado pouco movimento em visitas ao Pantanal e ao Goiabeiras. Na avaliação dele, os estabelecimentos presenciais passaram a ser procurados principalmente quando o cliente precisa levar um produto imediatamente, enquanto compras de roupas, calçados e eletrônicos migram para plataformas digitais.

“É uma mudança do comportamento de consumo”, resumiu.

Como alternativa para o Centro Histórico, Abilio defendeu a ampliação de bares, lanchonetes, atividades culturais e opções de entretenimento, especialmente à noite. Para ele, a região precisa oferecer experiências que estimulem a presença do público.

“O que faz as pessoas irem ao ambiente presencial? A gastronomia, a cultura, outros tipos de entretenimento. Então o centro precisa se reinventar”, disse.

Ao tratar de como realizar essa transformação, o prefeito destacou a responsabilidade de proprietários, moradores, trabalhadores e comerciantes.

“Mas eu não sou dono dos imóveis. E cabe aos proprietários, cabe ao centro, aos moradores, aos trabalhadores, aos comerciantes, a reinvenção do centro da cidade”, afirmou.

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