O pré-candidato a deputado federal Antero Paes de Barros subiu o tom e criticou duramente o atual governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, após ser surpreendido por uma ação judicial movida pelo chefe do Executivo estadual. Segundo denúncia veiculada pelo site Isso É Notícia, Pivetta recorreu à Justiça Eleitoral para tentar proibir Antero de divulgar e defender sua principal bandeira de campanha: um projeto de lei que visa tornar inelegível por oito anos qualquer indivíduo que agredir mulheres, bastando a apresentação do boletim de ocorrência e do exame de corpo de delito.
Em um vídeo incisivo publicado em suas redes sociais, Antero manifestou profunda indignação com a postura do governador, destacando que em nenhum momento havia citado o nome de Pivetta ao apresentar a proposta. "O que aconteceu? A carapuça serviu? Ou o Otaviano Pivetta é a favor de que pode, sim, ser candidato quem bate em mulher?", questionou o pré-candidato, sugerindo que a tentativa de silenciamento aponta para um flerte com a censura e uma total falta de empatia diante de um dos crimes mais covardes da sociedade. Barros relembrou ainda que o feminicídio começa justamente na violência doméstica e que não recuará de sua promessa.
Ao final do desabafo, o político aconselhou o governador a declarar que seus advogados agiram sem consentimento, alertando que a tentativa de blindagem jurídica "pega muito mal" e soa como uma defesa velada à impunidade de agressores. Antero reafirmou categoricamente que, se eleito for para a Câmara dos Deputados em Brasília, a inelegibilidade para quem comete violência contra a mulher será o seu primeiro projeto protocolado. Sobrou espaço também para criticar o governador Mauro Mendes, com Antero ironizando que a próxima ação judicial contra suas propostas de campanha — que incluem a defesa do funcionalismo público — venha do Palácio Paiaguás.
"A carapuça serviu?": Otaviano Pivetta aciona a Justiça para censurar proposta que torna inelegível quem bate em mulher
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