7 candidatos e apenas 4 vagas: a guerra sem tréguas que vai rachar o Republicanos na disputa pela Assembleia

· 1 minuto de leitura
7 candidatos e apenas 4 vagas: a guerra sem tréguas que vai rachar o Republicanos na disputa pela Assembleia

A montagem da chapa do Republicanos para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso transformou a legenda em um verdadeiro barril de pólvora para as eleições deste ano. Com um teto estimado entre três e quatro cadeiras, o partido colocou no mesmo tabuleiro um "primeiro pelotão" pesadíssimo de sete nomes de expressão: os deputados com mandato Dr. Eugênio, Nininho, Moretto, Diego Guimarães e Paulo Araújo, somados à força de gestão e capilaridade dos ex-secretários Alan Porto (Educação) e Gilberto Figueiredo (Saúde). Em vez de uma corrida convencional, o que se desenha nos bastidores é um confronto fratricida, onde a sobra partidária será decidida no detalhe das bases regionais e o coeficiente eleitoral não perdoará quem perder terreno.
Nesse cenário de sobrevivência pura, a disputa voto a voto já testa a fidelidade de prefeitos, lideranças e redutos eleitorais pelo interior do estado. A conta simplesmente não fecha para todo mundo: veteranos com mandatos consolidados e visibilidade na ALMT terão de conter o avanço direto de quadros que comandaram as maiores máquinas do Executivo estadual e chegam com musculatura política para desbancar parlamentares de carreira. A promessa de uma bancada robusta pode ser o triunfo da sigla nas urnas, mas até lá, a disputa interna do Republicanos deixará cicatrizes profundas e pelo menos três nomes de peso amargando a suplência.