Virgínia Mendes recebe prêmio indicado por amiga, mas possível uso de avião oficial levanta questionamentos

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Virgínia Mendes recebe prêmio indicado por amiga, mas possível uso de avião oficial levanta questionamentos

A primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, foi homenageada nesta quinta-feira (27) com o Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, durante cerimônia no plenário do Senado Federal, em Brasília. A honraria foi proposta pela senadora Margareth Buzetti (PSD), suplente no cargo e amiga pessoal da homenageada e da família Mendes.

Embora o reconhecimento carregue peso institucional, o caráter da indicação — feita de amiga para amiga — tem levantado questionamentos quanto ao real alcance e legitimidade do prêmio. A ausência de critérios públicos objetivos e a predominância de laços pessoais entre a proponente e a homenageada contribuem para a percepção de que a condecoração tem mais valor simbólico do que efetivamente representativo.

Diante disso, o que tem gerado maior repercussão nos bastidores políticos é a logística da viagem de Virgínia Mendes até a capital federal. Teria a primeira-dama utilizado, mais uma vez, aeronave oficial do Governo do Estado? Ou se valeu de táxi aéreo contratado com recursos públicos?

A resposta a essa pergunta é essencial, uma vez que o uso de bens e contratos públicos por pessoas sem cargo formal no Executivo pode configurar desvio de finalidade e ferir os princípios da moralidade e economicidade da administração pública. Não há, até o momento, transparência sobre os custos, a origem dos recursos ou o meio utilizado para o deslocamento.

O caso suscita a necessidade de fiscalização rigorosa por parte dos órgãos de controle e reforça os apelos pela abertura de uma investigação formal sobre os voos realizados por Virgínia Mendes em compromissos sem natureza oficial. A sociedade tem o direito de saber se recursos públicos estão sendo empregados para fins privados — ainda que sob o pretexto de representatividade.