União Brasil ou "Desunião"? Entenda o racha silencioso que transformou o partido em Mato Grosso num verdadeiro ringue político

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União Brasil ou "Desunião"? Entenda o racha silencioso que transformou o partido em Mato Grosso num verdadeiro ringue político

Se a propaganda é a alma do negócio, o União Brasil em Mato Grosso parece ter decidido testar os limites da ironia dramática. De um lado do octógono partidário, o senador Jaime Campos desfila a confiança de quem já conta com os votos necessários na convenção para peitar a atual gestão e se lançar ao governo do Estado. Do outro, com o semblante visivelmente tenso e a seriedade de quem não aceita perder o controle do tabuleiro, o ex-governador Mauro Mendes jura de pé junto que tem a maioria para abafar a rebeldia e carimbar o apoio à reeleição de Otaviano Pivetta. No meio desse cabo de guerra de egos gigantescos, o eleitorado assiste ao espetáculo se perguntando se o "União" no registro do partido não passou de um irônico erro de digitação.
Caso a legenda resolvesse adotar o sincero nome de "Desunião Brasil", a fidelidade à realidade pouparia o público de tanta simulação de tapinha nas costas. Enquanto os caciques se pegam nos bastidores em um jogo de sobrevivência onde um tenta implodir os planos do outro, a tão prometida harmonia partidária vai sendo sacrificada no altar das ambições pessoais. No fim das contas, se essa turma decidir subir junta ao palco na próxima convenção para celebrar a "aliança", a organização do evento fará bem em revistar as lapelas dos paletós — afinal, o amor ali é tanto que qualquer abraço mais apertado corre o risco de virar caso de polícia.