A declaração do governador Mauro Mendes — ao dizer que “não é doloroso atravessar a ponte entre Várzea Grande e Cuiabá para garantir proteção às mulheres” — provocou indignação em todo o estado, mas encontrou silêncio constrangedor justamente entre as principais lideranças políticas de Várzea Grande. O senador Jayme Campos, a prefeita Flávia Moretti e os deputados estaduais Eduardo Botelho e Júlio Campos, todos com base eleitoral sólida na cidade, preferiram não reagir às palavras consideradas grosseiras e desrespeitosas para com as mulheres várzea-grandenses.
A postura de omissão dessas lideranças foi criticada nas redes sociais e por movimentos de defesa dos direitos das mulheres, que esperavam ao menos uma nota de repúdio ou um posicionamento firme em defesa da população feminina da cidade — especialmente em um estado que lidera o ranking nacional de feminicídios. Para muitos eleitores, o silêncio foi um gesto de submissão política ao governador e um sinal de que a proteção das mulheres está longe de ser prioridade para quem se diz representante de Várzea Grande.