O megaempresário e ex-governador Blairo Maggi, conhecido como “rei da soja”, entrou na disputa eleitoral de Mato Grosso com apostas declaradas em três nomes: Carlos Fávaro para o Senado, Paulo Araújo para deputado estadual e Neri Geller para deputado federal. O problema é que, segundo o resultado eleitoral considerado nesta análise, nenhuma das três apostas conseguiu chegar ao resultado esperado nas urnas — um revés que chama atenção pelo peso político e econômico de Maggi no Estado.
O desempenho abre espaço para uma provocação inevitável nos bastidores da política mato-grossense: será que o “rei da soja” não tem uma mão tão boa assim para escolher candidatos? O poder de influência de uma das figuras mais conhecidas do agronegócio não se converteu automaticamente em votos para os nomes apoiados. Para Blairo, fica a lição de que, na política, prestígio, dinheiro e influência ajudam — mas quem decide mesmo continua sendo o eleitor.