A movimentação de Maurinho Carvalho para colocar sua esposa, Mônica Carvalho, como a vice dos sonhos de Otaviano Pivetta em 2026, abriu um debate fervoroso na Baixada Cuiabana: até onde o prestígio da genealogia vence o carisma do asfalto? Ao apostar no "sangue azul" da descendência Bourbon e Bragança e nas raízes tradicionais, o grupo parece acreditar que o eleitorado cuiabano busca um trono, e não uma gestão. O problema dessa estratégia de "castelo" é que, em Mato Grosso, as eleições costumam ser decididas por quem tem poeira no sapato, e não apenas brasão no anel.
O contraponto é inevitável: será que uma chapa formada por dois grandes nomes da elite econômica e social terá "cara de povo" para convencer o eleitor que acorda cedo? Ao oferecer Mônica para preencher a vaga da Baixada, Maurinho parece ter ignorado que o "olho azul" e a "realeza" podem soar distantes demais da realidade das periferias e do interior. Sem uma conexão genuína com as bases populares, a chapa corre o risco de ser um projeto de gabinete — elegante, perfumado, mas sem exército nas ruas. Afinal, na democracia brasileira, realeza sem súditos não ganha eleição; vira apenas um quadro bonito na parede do passado.
Realeza ou Realidade? A chapa "Sangue Azul" de Pivetta corre o risco de ficar sem súditos
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