Em sabatina contundente ao podcast Popó Cast nesta quarta-feira (26), o ex-governador e candidato ao Senado Pedro Taques (PSB) detalhou os bastidores da denúncia levada à Procuradoria-Geral da República que culminou em buscas e apreensões da Polícia Federal. Segundo o jurista, a apuração técnica partiu de fraudes em empréstimos consignados que lesaram servidores públicos e desaguou em um complexo circuito de fundos geridos pelo Banco Master. O esquema teria movimentado R$ 154 milhões originados do Fiplan e vinculados à execução da Oi, alcançando empresas e cotas atribuídas a familiares do ex-governador Mauro Mendes.
Taques sustentou que o acordo tributário firmado pela mesa de conciliação Consenso é nulo de pleno direito, configurando manobra ilegal para burlar a ordem cronológica de precatórios estabelecida na Constituição. Para o ex-senador, a transação atropelou a fila de idosos e pessoas com doenças graves ao inflar uma cobrança de R$ 301 milhões para R$ 585 milhões, fechando o acerto em R$ 308 milhões sem edital público ou dotação orçamentária. O candidato também afirmou ter protocolado um aditamento informando a alteração de contratos sociais na Junta Comercial, o que classificou juridicamente como obstrução de Justiça passível de prisão preventiva pelo artigo 312 do Código de Processo Penal.
Ao rebater as acusações de que atuaria movido por perseguição eleitoral, Taques rechaçou ter acesso privilegiado a inquéritos sigilosos e lembrou ter deixado os quadros do Ministério Público Federal há dezesseis anos. Ele destacou que o peso probatório de sua representação técnica convenceu três delegados federais de alta cúpula, o PGR Paulo Gonet e o ministro relator Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal. Pedro Taques cobrou que o ex-chefe do Executivo estadual venha a público explicar o destino real dos recursos repassados pelo erário em vez de atacar o mensageiro.
O candidato desafiou formalmente o adversário para um confronto direto nos debates televisivos e criticou a postura omissa de órgãos fiscalizadores locais, como o Tribunal de Contas e o Ministério Público Estadual. Taques enfatizou que a ação popular movida por ele não foi arquivada e resultou em determinação do Tribunal de Justiça para citação de todos os fundos envolvidos. Diante das investigações em curso sobre consignados, banco Master, caso Oi e o inquérito no Superior Tribunal de Justiça sobre contrabando de mercúrio, o ex-senador garantiu que levará as cobranças até as últimas consequências nas urnas e nos tribunais.
R$ 154 milhões, denúncia na PGR e aditamento no STF: Taques expõe engrenagem do caso Oi e desafia ex-governador
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