Produtores rurais de Porto dos Gaúchos denunciam Grupo Safras ao Ministério Público e levantam suspeitas sobre fundo Flowinvest

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Produtores rurais de Porto dos Gaúchos denunciam Grupo Safras ao Ministério Público e levantam suspeitas sobre fundo Flowinvest

Em um movimento inédito de união e coragem, produtores rurais de Porto dos Gaúchos, liderados pelo vereador e também agricultor Valdir Bobbi, protocolaram uma grave denúncia ao Ministério Público Estadual contra o Grupo Safras, sob a acusação de apropriação indevida de grãos armazenados nos armazéns da empresa. Conforme relatado, os produtores entregaram suas safras ao grupo e, subitamente, receberam a notícia de que os grãos haviam “desaparecido”, dando início a uma avalanche de ações judiciais por todo o estado. O caso, segundo relatos, pode se configurar como um dos maiores escândalos do agronegócio mato-grossense nas últimas décadas.

O pedido de investigação, no entanto, vai além da apropriação de bens. Os produtores apontam a presença enigmática e estratégica do fundo paranaense Flowinvest, que figura como maior credor na recuperação judicial do Grupo Safras e teria passado a comandar os ativos da empresa com informações privilegiadas. Coincidentemente — ou não —, os escritórios do Grupo Safras foram transferidos para Maringá (PR), mesma sede da Flowinvest, o que reforça os indícios de um elo oculto. Para os produtores, o fundo estaria atuando como “laranja” para os verdadeiros donos do Safras, numa possível tentativa de lavar dinheiro e esvaziar o patrimônio da empresa sob a fachada de uma renegociação amigável.

A denúncia ainda detalha a atuação do advogado Alan Rogério Mincache, que representa simultaneamente figuras centrais tanto do Grupo Safras quanto da Flowinvest, e mantém vínculos diretos com os principais envolvidos. Para os denunciantes, há uma rede de favorecimento cruzado e uma tentativa deliberada de “ganhar tempo” na Justiça por meio do stay period da recuperação judicial. Eles pedem a imediata atuação do Ministério Público com medidas como quebra de sigilos bancários e fiscais, além da suspensão do processo até que se investigue com profundidade o paradeiro dos grãos e os reais interesses por trás do fundo. O processo tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.