Uma ação articulada entre o prefeito de Cuiabá e o promotor Milton Mattos resultou em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pelo Ministério Público Estadual que altera o cálculo da insalubridade e deve causar perdas salariais de até 40% para servidores da saúde do município. A medida, negociada sem diálogo com os trabalhadores, já gerou revolta na categoria.
O Sindicato dos Servidores, por meio de seu presidente Dejanir Soares, anunciou que realizará uma tribuna livre na Câmara Municipal na próxima terça-feira (8h) para discutir os impactos do corte e deliberar uma data para assembleia de greve. “Não houve negociação nem abertura de diálogo. O prefeito não chamou a categoria para buscar entendimento”, afirmou Soares em vídeo divulgado aos trabalhadores .
Com o silêncio da gestão e a perspectiva de perdas expressivas no contracheque, cresce a mobilização entre enfermeiros e demais profissionais da saúde. A paralisação, segundo líderes sindicais, é vista como inescapável diante do que consideram um “baque devastador” na vida financeira dos servidores municipais.