PJC pede prisão de sindicalista que denunciou escândalo do governo Mauro Mendes

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PJC pede prisão de sindicalista que denunciou escândalo do governo Mauro Mendes

Com base em conversas de WhatsApp, a Polícia Judiciária Civil pediu a prisão do sindicalista Antônio Wagner de Oliveira, autor de denúncias que revelaram o escândalos dos consignados em Mato Grosso. Antônio Wagner é presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Área Meio do Estado de Mato Grosso (Sinpaig). 

A PJC, que abriu inquérito para investigar jornalistas que denunciaram escândalo do governo Mauro Mendes, também passou a investigar Antônio Wagner, que foi alvo de representações. Em uma das acusações, a presidente da Federação dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso (FESSP-MT) acusa Wagner de "violência psicológica de gênero". A acusação ocorreu após Wagner criticar Carmem por advogado que trabalhou para a empresa Capital Consig - empresa envolvida em escândalos de descontos ilegais nos salários dos servidores públicos.

Após a acusação, a delegada Judá Maali, apresentou pedido de prisão preventiva contra o sindicalista no dia 12 de fevereiro. O pedido de prisão feito pela delegada cita que o acusado teria dito que Carmem "não tem legitimidade para representar os servidores públicos" em razão de Machado presidir a federação, sem presidir nenhum sindicato. O texto também cita que Wagner classificou Carmem como "acomodada" e "perdedora" por ter saído derrotada em eleição sindical. 

Na avaliação da delegada, estes seriam elementos suficientes para inferir que o sindicalista poderia até "matar" Carmem Machado. Além do pedido de prisão, a delegada solicitou busca e apreensão na casa do acusado. 

O pedido de Judá foi vazado de um inquérito sigiloso, que ainda não havia sido divulgado. O pedido foi aceito pela promotora Marcielle Rodrigues da Costa e Faria no dia 18 de fevereiro. Em mais de um mês após o pedido, nenhum juiz aceitou acatar as medidas solicitadas. 

Alvo de processos

Desde que denunciou o chamado "Escândalo dos Consignados", Antônio Wagner de Oliveira passou a ser alvo de diversos processos criminais que o acusam de difamação. 

Em vídeo publicado nas redes sociais, Wagner relata ter sido alvo de processos movidos pelo secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra Guimarães, após ter dito que o secretário mora em uma casa no condomínio Florais, em Cuiabá. Wagner também foi processado pelo advogado Nelson Willians, representante da Capital Consig, e citado em esquema dos descontos ilegais no INSS. 

O sindicalista foi o responsável por realizar as primeiras denúncias sobre as fraudes nos consignados no estado. Junto ao escritório AFGTaques, Wagner propôs investigações que resultaram na suspensão de todos as operações de cartão de crédito consignado e cartão benefício, modalidades consideradas ilegais.