O ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques, surpreende ao surgir como um dos nomes mais lembrados para o Senado nas eleições de 2026, conforme levantamento do Instituto Tracking divulgado nesta sexta-feira (04) pelo site Hipernotícias. Com 19,3% das intenções de voto na modalidade estimulada, Taques aparece à frente de figuras em plena atividade política, apesar de estar afastado dos holofotes desde 2018, quando foi derrotado ao tentar a reeleição ao Palácio Paiaguás. A lembrança espontânea de seu nome reabre o debate sobre sua trajetória política e o capital simbólico que ainda carrega entre parte do eleitorado mato-grossense.
Pedro Taques construiu sua imagem pública a partir da atuação firme como procurador da República, destacando-se no combate à corrupção, o que o projetou nacionalmente. Foi eleito senador em 2010 com um discurso de renovação política e, em 2014, tornou-se governador de Mato Grosso. Sua gestão, marcada por austeridade fiscal, enfrentou críticas pela rigidez no trato com o funcionalismo e setores sociais, o que contribuiu para sua derrota em 2018. Desde então, manteve-se distante das disputas eleitorais e da filiação partidária, mas sua eventual candidatura ao Senado recoloca em cena um personagem de verbo afiado e perfil técnico, cuja reaparição pode remodelar o cenário político local.
Com sua entrada na disputa, a balança eleitoral ganha novos contornos e incertezas. Nomes como a deputada estadual Janaína Riva, o ministro da Agricultura Carlos Fávaro, o deputado federal José Medeiros, o ex-presidente da Aprosoja Antônio Galvan e o atual governador Mauro Mendes — todos potenciais postulantes às duas vagas ao Senado — terão que recalibrar suas estratégias. Taques, que já enfrentou parte desses nomes em eleições passadas, pode atrair o eleitorado moderado e crítico, além de captar votos em setores que se ressentem da política tradicional. Ainda é cedo para prever quem será mais diretamente afetado, mas é certo que o retorno do ex-governador adiciona um novo vetor de tensão à disputa de 2026.