Obra devagar, trânsito parado: Cuiabá paga caro pela troca caprichosa de Mauro Mendes que abandonou o VLT e não entrega o BRT.

· 1 minuto de leitura
Obra devagar, trânsito parado: Cuiabá paga caro pela troca caprichosa de Mauro Mendes que abandonou o VLT e não entrega o BRT.

Quem enfrenta diariamente a Avenida do CPA já perdeu a paciência: o BRT de Cuiabá, que entrou no lugar do VLT — um projeto que estava 70% executado e foi abandonado por pura birra do governador Mauro Mendes para adotar um modal antigo e ultrapassado — virou um símbolo de frustração. O povo, calado, aceitou a troca esperando solução, mas agora, com obras se arrastando a passos de tartaruga, trechos inteiros abertos e abandonados sem um único trabalhador à vista, está à beira de um grito de desespero pelo sofrimento no trânsito, sob sol escaldante, poeira e calor sufocante que já viraram rotina.

As críticas feitas pelo presidente da Assembleia, Max Russi, e pelo deputado Eduardo Botelho — de que o BRT não ficará pronto antes de Mauro Mendes deixar o governo para tentar vaga no Senado em 2026 — parecem cada dia mais certeiras. Enquanto a cidade inteira enfrenta caos, buzinas e atrasos, o governador parece ter outras prioridades. O sofrimento diário da população cuiabana não comove quem deveria liderar soluções rápidas e eficientes para a mobilidade urbana.

Em vez de acelerar uma obra que trava o trânsito em todas as regiões — centro, CPA, Coxipó, região sul e norte — Mauro Mendes foca seus esforços e bilhões do dinheiro público no luxuoso Parque Novo Mato Grosso, apelidado de “parque dos bilionários”. Mais de dois bilhões de reais estão sendo consumidos num projeto voltado para a elite do agronegócio, enquanto o povo paga a conta ficando horas parado em congestionamentos sob o sol, sem perspectiva de ver o BRT pronto tão cedo.