Na antessala de sua saída do Governo para disputar o Senado, o governador Mauro Mendes (União) demonstra um crescente desequilíbrio emocional que tem pautado suas recentes aparições públicas. Em vez de utilizar o espaço midiático para prestar contas de sua gestão, Mendes tem distribuído ofensas e agressões verbais contra adversários e pré-candidatos, como Pedro Taques, Wellington Fagundes e Natasha Slhessarenko. A postura beligerante, marcada por xingamentos e tentativas de desqualificar críticas legítimas, sugere uma estratégia de "cortina de fumaça" para evitar temas espinhosos que cercam o Executivo estadual neste fechamento de ciclo.
O ponto central desse desgaste é o "Caso Oi", que envolve o polêmico acordo de R$ 308 milhões pago pelo Estado. Pressionado pelas cobranças insistentes do ex-governador Pedro Taques — que questiona diretamente se o dinheiro público irrigou fundos ligados a familiares e aliados do governador —, Mauro Mendes silencia sobre os detalhes técnicos e financeiros, preferindo reagir com hostilidade. Ao prometer criar leis para "punir quem ataca sua reputação" caso chegue ao Senado, o governador não apenas se esquiva de responder "se panhou ou não" o montante, mas sinaliza uma perigosa inclinação autoritária contra a fiscalização política e a liberdade de expressão.
Mauro Mendes Troca Esclarecimentos por Ataques em Meio ao "Escândalo da Oi"
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