Na cerimônia de concessão da Ordem do Mérito Mato Grosso, no grau Grã-Cruz, o governador Mauro Mendes decidiu condecorar apenas dois integrantes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso: o desembargador Carlos Alberto da Rocha e a desembargadora Maria Helena Póvoas. A escolha chama atenção pelo recorte restrito, já que o tribunal conta atualmente com 39 desembargadores, dos quais 37 ficaram de fora da mais alta honraria estadual, sem explicações públicas detalhadas sobre os critérios adotados.
A decisão gerou estranhamento nos bastidores jurídicos e políticos, especialmente no caso da desembargadora Maria Helena Póvoas, cuja homenagem não teve justificativa amplamente compreendida ou divulgada de forma transparente. A ausência de critérios objetivos ou de uma lista mais ampla de contemplados sugere seletividade e possível viés nas escolhas, em um contexto em que a honraria deveria, em tese, reconhecer de forma mais abrangente trajetórias relevantes para o estado.