Parece piada, mas é só mais um capítulo do manual do contrassenso do governador. Ao tentar desqualificar o presidente do Sinjusmat por críticas duras, Mauro decidiu subir o tom afirmando que “não responde quem xinga e fala merda por aí”. Ou seja: para condenar o uso de palavrões, o governador usou um palavrão. É o famoso “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”, versão palavrões oficiais do Paiaguás.
A cena é tão contraditória que até o dicionário ficou confuso. O governador que vive reclamando de ofensas agora responde com… ofensas. O mesmo Mauro que pede respeito aos cargos agora distribui impropérios em entrevistas. No fim, o episódio só reforça aquilo que muitos servidores já perceberam: quando falta argumento para defender reajuste pífio e projeto polêmico, sobra ironia, sobra grosseria… e falta coerência.