O governador Mauro Mendes, que ostenta um aparato de mais de 80 policiais militares exclusivamente para proteger a si e à sua família, afirmou nesta sexta-feira (15) que não vê necessidade de reforçar o efetivo da PM para a população. Em aula magna no TCE-MT, disse que contratar “5 mil policiais” não resolveria o problema da violência, responsabilizando o Código Penal de 1940 pela criminalidade.
A contradição é gritante: enquanto o cidadão comum enfrenta assaltos, furtos e homicídios sem proteção adequada, Mendes desfruta de um batalhão particular pago com dinheiro público. Criticar as leis pode até render manchete, mas recusar-se a convocar os aprovados no concurso da PM enquanto mantém um exército pessoal é um tapa na cara da sociedade.