O Tribunal de Contas do Estado (TCE) deu prazo de cinco dias úteis para que o governo Mauro Mendes e a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) expliquem a polêmica licitação de quase R$ 40 milhões destinada à manutenção da frota de aeronaves do Estado. O processo foi questionado pela empresa HBR Aviação S.A., que apontou irregularidades no modelo de contratação, já que o edital prevê a escolha de uma empresa apenas intermediadora, responsável por credenciar oficinas, repassar pagamentos e receber comissão, sem executar diretamente os serviços.
Na prática, a medida transferiria para uma empresa privada a gestão de recursos públicos e a definição dos prestadores de serviço, permitindo a subcontratação de até 98% do contrato. O conselheiro Waldir Júlio Teis suspendeu a análise imediata e cobrou esclarecimentos detalhados sobre a execução, fiscalização e controle do contrato milionário. Até que o governo responda, o futuro da licitação segue indefinido e sob suspeita.