Legado de Sangue: Mauro Mendes renuncia ao mandato deixando Mato Grosso sob o signo do feminicídio

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Legado de Sangue: Mauro Mendes renuncia ao mandato deixando Mato Grosso sob o signo do feminicídio

A contagem regressiva para o dia 31 de março marca não apenas o fim do ciclo de Mauro Mendes no Palácio Paiaguás, mas o ápice de um período desesperador para as mulheres mato-grossenses. Ao abandonar a gestão para perseguir uma cadeira no Senado Federal, o governador vira as costas para um estado que sangra sob números vergonhosos. O legado deixado é de insegurança e abandono, onde a propaganda oficial tenta mascarar a realidade de um governo que falhou em sua missão mais básica: proteger a vida de suas cidadãs.
Os dados oficiais corroboram o cenário de horror que define a atual administração. Em 2025, Mato Grosso atingiu a trágica marca de mais de 50 mortes por feminicídio, o maior número de vítimas registrado desde o auge da pandemia em 2020. Enquanto Mendes articula sua movimentação política e busca novos horizontes em Brasília, as famílias mato-grossenses amargam o luto de um estado que se tornou o mais letal do Brasil para o gênero feminino. A renúncia, nesse contexto, soa como uma fuga de responsabilidade diante de uma crise humanitária que o governo foi incapaz de conter.