Juiz vê indícios de “mensalinho” de R$ 10 mil e chantagem na Câmara de VG

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Juiz vê indícios de “mensalinho” de R$ 10 mil e chantagem na Câmara de VG

O juiz Cassio Leite Barros Netto apontou indícios de concussão, extorsão, corrupção passiva, ameaça e falsidade em investigação sobre um suposto esquema na Câmara de Várzea Grande. A decisão, proferida em 7 de outubro, autorizou medidas de busca e apreensão cumpridas nesta terça-feira (20), na Operação Cathedra Venalis.

Conforme o inquérito do Gaeco citado na decisão, uma testemunha relatou que vereadores receberiam um “mensalinho” de R$ 10 mil e que cargos comissionados ligados à Mesa Diretora seriam loteados. A investigação também apura a retenção de cartas de renúncia em branco e o uso de gravações clandestinas para constranger parlamentares que contrariassem os interesses do grupo.

Os investigadores suspeitam que a articulação buscava garantir a reeleição de Wanderley Cerqueira (MDB) à presidência da Câmara. As suspeitas estão sob investigação e não representam condenação.