A trajetória de Rogério Gallo na gestão estadual tomou um rumo imprevisível após o ex-secretário de Fazenda, que atuou por oito anos no núcleo duro do governo Mauro Mendes, ser preterido pela segunda vez em articulações políticas decisivas. A primeira rasteira ocorreu na composição da chapa à reeleição com Otaviano Pivetta, ocasião em que Gallo estava cotado para ser o vice-governador, mas acabou substituído por Fabinho Garcia. A manobra atendeu a interesses estratégicos do próprio governador para remanejar votos na disputa para a Câmara Federal, deixando o então secretário sem a vaga pretendida.
O segundo baque veio no desenho das candidaturas ao Senado, quando Gallo havia sido anunciado como segundo suplente de Mauro Mendes. Em um novo movimento de bastidores que pegou a base aliada de surpresa, o ex-gestor foi novamente sacado do arranjo político para dar lugar ao empresário Elson Ramos (Podemos). Com dois recuos impostos consecutivamente pelo próprio chefe do Executivo, o nome forte da economia mato-grossense acabou desmobilizado do projeto majoritário e jogado no limbo político, gerando forte desgaste à sua imagem após anos de dedicação ao primeiro escalão do Estado.
Gallo rifado duas vezes por Mauro Mendes: ex-secretário de Fazenda é preterido e perde espaço no cenário político de MT
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