Assunto foi resgatado nas redes por causa da candidatura de Flávio Bolsonaro
O ex-deputado federal Victório Galli (PP) voltou ao centro de uma polémica nacional nesta sexta-feira (25) após um projeto de lei apresentado por ele em 2007 ser resgatado nas redes sociais e relacionado à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A proposta tratava do título de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.
O Projeto de Lei 2.623/2007, de autoria de Galli, pretendia alterar a legislação que estabelece o feriado nacional de 12 de outubro. O texto propunha substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos Brasileiros Católicos Apostólicos Romanos”. A própria Câmara dos Deputados regista que a proposta foi apresentada pelo então deputado Victório Galli.
O projeto, porém, não está em tramitação. A proposta foi rejeitada na Comissão de Educação e acabou arquivada pela Câmara em 2008. A atual polémica surgiu depois que publicações nas redes sociais passaram a associar o texto antigo a Flávio Bolsonaro e a afirmar que o candidato pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Flávio negou a acusação e afirmou que “não existe esse projeto”. Galli é uma figura conhecida da política de Mato Grosso e já exerceu mandato de deputado federal pelo Estado. Após deixar a Câmara, chegou a atuar como assessor especial da Presidência da República durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Agora, ele tenta retornar ao Congresso Nacional.
MICKEY GAY
Em 2017, quando era deputado federal pelo PSC-MT, Galli afirmou em entrevista que o Mickey Mouse seria homossexual e acusou a Disney de fazer “apologia ao gayismo” por meio de mensagens subliminares dirigidas às crianças. Ele também citou "O Rei Leão", dizendo que o desenho transmitiria esse tipo de mensagem.
O caso foi parar na Justiça. Em 2019, Galli foi condenado a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos em ação movida após as suas declarações sobre homossexuais e a Disney. A decisão apontou que as manifestações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão e inferiorizaram a comunidade LGBT.
E o assunto voltou ao noticiário agora, em setembro de 2026: a Justiça de Mato Grosso determinou a penhora de um imóvel ligado a Galli para garantir o pagamento da condenação. A medida ocorre na fase de cumprimento da sentença, após a dívida não ter sido integralmente quitada.
Fonte: Folhamax