Baixo clero aposta em "vácuo" partidário e recorde de emendas para garantir sobrevivência na ALMT
Os deputados estaduais Juca do Guaraná e Paulo Araújo, ambos da base governista, movimentam os bastidores da Assembleia Legislativa em busca de legendas que ofereçam menor concorrência para o próximo pleito. Após um desempenho modesto nas urnas em 2022, a estratégia da dupla foca em encontrar siglas com candidatos de menor expressão, evitando o confronto direto com as "estrelas" da política mato-grossense e utilizando a estrutura partidária como escada para a reeleição.
Apesar da baixa articulação política e da atuação discreta na tribuna, os parlamentares demonstram fôlego no que tange ao orçamento público. No último ano, somaram mais de R$ 40 milhões em emendas pagas, volume que solidifica a imagem de ambos como figuras centrais do "baixo clero" focadas em assistência direta. Contudo, o destino desses recursos levanta questionamentos, uma vez que a maior fatia é pulverizada entre associações e institutos de relevância social limitada, priorizando o assistencialismo em detrimento de projetos estruturantes para o Estado.