A decisão do prefeito Abilio Brunini (PL) de fazer com que a iluminação interna dos condomínios fechados não entre na questão de uso de iluminação pública provocou forte reação nas redes sociais. Entre os comentários sobre a medida, predominam críticas ao novo impacto financeiro imposto aos moradores.
A principal reclamação é que os condôminos já pagam mensalmente a Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública (Cosip) nas contas individuais de energia. Agora, além da contribuição, também terão de assumir, por meio do condomínio, o consumo dos postes instalados nas vias internas.
Na prática, os moradores continuarão pagando a Cosip sem qualquer redução e ainda receberão uma nova despesa na taxa condominial. Por isso, muitos questionam se não estariam pagando duas vezes por serviços relacionados à iluminação.
A Prefeitura argumenta que não criou uma nova taxa e que a Cosip financia a iluminação das áreas públicas de toda a cidade. Já as vias internas dos condomínios são privadas e, segundo a gestão, não podem ser custeadas com dinheiro público.
A explicação jurídica, porém, não reduziu a insatisfação. Além da nova conta, os condomínios ainda poderão enfrentar uma cobrança retroativa de até 36 meses. Nas redes sociais, moradores criticam principalmente a falta de transição, a ausência de previsibilidade e o peso inesperado da medida no orçamento familiar.


