A insistência do prefeito Abílio Brunini em lançar sua esposa, a vereadora Samanta Iris, ao Legislativo Estadual, acendeu o sinal vermelho nos bastidores da Assembleia de Deus em Mato Grosso. Ao ignorar o martelo batido pelo conselho de pastores — que já havia oficializado apoio total à reeleição do veterano Sebastião Rezende —, Abílio atropela a estratégia de união da igreja em um momento de fragilidade política. O temor nos templos é que a dispersão de votos acabe em um "fogo amigo" desastroso, onde nem a novata Samanta consiga subir, nem o tradicional Rezende consiga manter sua cadeira, quebrando décadas de representação política consolidada.
O racha religioso ocorre em meio a um cenário administrativo caótico, com a gestão de Abílio sendo classificada como sofrível e marcada por crises sucessivas. Além dos problemas crônicos na cidade, o prefeito enfrenta uma debandada de secretários, expondo a falta de articulação e o isolamento de sua equipe. Ao abrir uma guerra contra o conselho de pastores para priorizar um projeto familiar, Abílio é acusado de colocar o ego acima da estabilidade da igreja e da capital. O resultado pode ser um isolamento ainda maior: levar Sebastião Rezende à sua primeira derrota histórica e naufragar, junto com ele, a candidatura de uma vereadora que ainda não mostrou a que veio.
Divisão na Fé: Abílio peita pastores e coloca em xeque hegemonia da Assembleia de Deus
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