A postura de Mauro Mendes em reuniões e atos políticos, insistindo em um discurso centrado na integridade e na moralidade, tem provocado repulsa e fortes reações em diversos setores da sociedade mato-grossense. O descontentamento ganha força diante do contraste entre a retórica ética e o histórico de episódios graves que marcaram sua trajetória e o seu entorno, a exemplo da prisão de seu ex-secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Nilton Borgato, detido pela Polícia Federal sob acusação de envolvimento com o tráfico internacional de drogas — caso de repercussão nacional sobre o qual Mendes nunca apresentou explicações convincentes a respeito de como manteve no primeiro escalão uma figura ligada ao crime organizado.
O desgaste se aprofunda com o avanço de operações de grande porte, como a Operação Heritage da Polícia Federal, que investiga o suposto desvio de mais de R$ 308 milhões em acordos fiscais com a Oi para contas de familiares de Mendes e aliados como Fábio Garcia e Mauro Carvalho, além da apuração no STJ sobre comércio ilegal de mercúrio e do esquema de crédito consignado no governo. Para analistas e opositores, a insistência em sustentar a imagem de paladino da honestidade diante do acúmulo de buscas, apreensões e escândalos envolvendo secretários e familiares esvazia o discurso do ex-governador e amplia a desconfiança em relação ao seu projeto político ao Senado.
Discurso de paladino da honestidade de Mauro Mendes vem causando repulsa na sociedade mato-grossense após sucessivas investigações e operações da Polícia Federal
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