O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) demonstrou surpresa e indignação ao conhecer de perto a realidade de famílias que vivem em bairros pobres de Cuiabá e Várzea Grande. A reação ocorreu após uma visita ao Jardim Mossoró, na Capital, onde o republicano se deparou com situações de vulnerabilidade social.
A pobreza nas duas maiores cidades de Mato Grosso entrou no centro do debate após o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Sérgio Ricardo, apontar a existência de verdadeiros bolsões de pobreza e miséria na região metropolitana.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), por sua vez, atribuiu ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o aumento da chamada “fila dos ossinhos”, formada por famílias que buscam restos de carne para se alimentar.
Questionado sobre o cenário, Pivetta afirmou que o contato com a realidade dos bairros provocou sua indignação.
“Eu não estou conformado e nem acomodado. Eu continuo tendo muita capacidade de indignação. E o que eu tenho visto aqui em Cuiabá e Várzea Grande provoca a minha indignação”, declarou.
Apesar de ocupar o Governo do Estado e ter participado da atual gestão desde 2019, Pivetta afirmou que Mato Grosso precisa corrigir os desequilíbrios sociais encontrados nas duas cidades.
O governador disse que o Estado decidiu “pular para dentro” de Várzea Grande para enfrentar os problemas do município e garantiu que a iniciativa não será apenas uma ação isolada.
“Nós não vamos sair de lá antes disso. Não é uma brincadeira nem um ato isolado. É uma decisão de o Estado ir para dentro e resolver”, afirmou.
Pivetta também anunciou que pretende incluir em seu plano de governo uma proposta de reforma urbana voltada às famílias em situação de vulnerabilidade.
“Não é razoável pensar que isso é normal. Nós não vamos normalizar isso. Eu não vou aceitar conviver com isso de maneira descontraída. Nós vamos trabalhar todos os dias para melhorar isso”, disse.
Como uma das principais medidas para combater o problema, o governador citou o projeto que prevê a construção de 60 mil casas populares. A proposta está na Assembleia Legislativa e depende da aprovação de financiamentos.
Segundo Pivetta, a iniciativa poderá retirar 60 mil famílias da situação de vulnerabilidade habitacional.