CONTRADIÇÃO POLÍTICA Abilio dança funk em ato do PL, ritmo frequentemente associado à criminalidade por setores conservadores

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CONTRADIÇÃO POLÍTICA Abilio dança funk em ato do PL, ritmo frequentemente associado à criminalidade por setores conservadores

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), foi filmado dançando funk durante o “Bloquinho do 22”, ato em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Evangélico e identificado com pautas conservadoras, ele entrou no ritmo que, fora dos períodos eleitorais, costuma ser alvo de discursos moralizantes e associado à criminalidade.

A cena chama atenção pelo contraste: o funk e a cultura das periferias são frequentemente tratados como problema por setores conservadores, mas viram trilha de campanha quando ajudam a animar o público e aproximar candidatos dos eleitores. A crítica não é ao prefeito dançar ou ao uso do funk, mas à seletividade de quem condena essa cultura em um momento e a incorpora em outro.

No mesmo contexto, Abilio havia questionado por que artistas estariam majoritariamente ao lado do presidente Lula (PT), enquanto esportistas apoiariam Flávio. O “Bloquinho do 22” também teve axé e jingles eleitorais.

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