Comércio da periferia também vai pagar a taxa de lixo criada por Abilio Brunini

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Comércio da periferia também vai pagar a taxa de lixo criada por Abilio Brunini

A explicação do prefeito Abilio Brunini sobre a cobrança da taxa de lixo caiu como uma bomba no comércio da periferia — pequenos mercados, bares, lanchonetes, oficinas e salões de bairro que já lutam para sobreviver em meio à crise econômica. Segundo o prefeito, ele não criou nenhuma lei, apenas passou a cobrar uma legislação já existente e que incidiria sobre “grandes geradores” como mercados, restaurantes e hotéis . Mas na prática, quem está sendo atingido é justamente o pequeno comerciante, que paga aluguel caro, lida com pouca circulação de clientes e agora terá que arcar com mais uma despesa imposta sem planejamento e sem diálogo.

O problema fica ainda mais grave quando se observa que a lei usada como base é ampla, mal definida e subjetiva, sem critérios claros para diferenciar um pequeno comércio de um verdadeiro grande gerador de resíduos. Do jeito que está, virou interpretação livre da prefeitura — e quando o governo pode “interpretar”, o povo é que paga. Não existe clareza, não existe metodologia transparente, e cada pequeno empresário agora vive o medo de ser enquadrado no bolo de quem produz toneladas de lixo, quando muitas vezes produz apenas sacos domésticos por dia.