A cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Mato Grosso, conduzida pelo governador Mauro Mendes, ampliou as críticas ao incluir entre os agraciados empresários associados ao chamado “Pacto de Camboriú” — encontro realizado no fim do ano em Balneário Camboriú, onde um seleto grupo do agronegócio teria debatido e alinhado estratégias políticas para as eleições de 2026 em Mato Grosso. Nos bastidores, esse grupo é apontado como defensor do nome de Otaviano Pivetta ao governo, o que reforça a percepção de que a honraria pode ter extrapolado o caráter institucional.
A presença desses empresários entre os homenageados, somada ao ambiente sofisticado da cerimônia — marcado por estrutura de alto padrão, jantar e clima de celebração — intensifica o questionamento sobre a finalidade do evento. O que deveria ser uma solenidade pública, pautada por critérios republicanos e transparência, acabou interpretado como um espaço de reafirmação de alianças políticas e econômicas, misturando reconhecimento oficial com articulações de poder em torno do futuro político do Estado.