Camisas vermelhas levam a Copa, e direita de MT fica em silêncio

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Camisas vermelhas levam a Copa, e direita de MT fica em silêncio

A Espanha conquistou a Copa do Mundo ao derrotar a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, vestindo seu tradicional uniforme vermelho. O título foi decidido por Ferran Torres e colocou novamente os “camisas vermelhas” no topo do futebol mundial.

A conquista também serviu para desmontar a palhaçada de transformar cores e números em símbolos obrigatoriamente partidários. No futebol, eram apenas números de jogadores, e todos faziam parte do mesmo time.

Apesar da repercussão mundial, o título dos “camisas vermelhas” não despertou, até o fechamento desta nota, o entusiasmo nas redes de representantes da direita de Mato Grosso como o prefeito Abilio Brunini (PL), o deputado federal José Medeiros (PL) e o senador Wellington Fagundes (PL).

O silêncio chama atenção porque o grupo costuma ser rápido para transformar esporte, artistas, cores, números e até peças de roupa em discurso político. Desta vez, porém, a imagem talvez não ajudasse muito: uma equipe de vermelho, com as camisas 13 e 22 convivendo normalmente, terminou campeã do mundo.

Será que a taça não vale postagem quando o simbolismo não cabe na narrativa?