O BRT de Cuiabá e Várzea Grande continua cercado por atrasos, contratos milionários e falta de prazos claros para começar a transportar passageiros. A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) já admite que o sistema não será concluído nesta gestão.
A promessa agora é entregar até dezembro apenas o corredor 1, entre o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, e o CPA, em Cuiabá. Mesmo assim, o governo não confirma se os ônibus começarão a circular após a conclusão das obras.
A compra da frota ainda depende de uma licitação cuja documentação está em elaboração, enquanto o modelo de operação do sistema permanece em estudo. Sem ônibus, terminais e Centro de Controle Operacional funcionando, a entrega do corredor não significa, necessariamente, o início do BRT.
O corredor 2, entre a avenida Tenente Coronel Duarte e o Coxipó, que deveria ser iniciado e concluído neste ano, foi adiado para o próximo governo. Não há licitação nem contrato para as obras.
As 77 estações registram apenas 3,2% de execução, enquanto o contrato para construí-las saltou de R$ 68 milhões para R$ 120 milhões. Já o lote responsável pelos terminais e pelo Centro de Controle Operacional sequer começou efetivamente.
Enquanto os contratos do BRT já ultrapassam R$ 530 milhões, a população continua sem saber quando o sistema ficará pronto e, principalmente, quando começará a funcionar.