Após o governador Mauro Mendes atacar duramente Eduardo Bolsonaro — chamando o deputado federal de “louco” e dizendo que ele “fala merda” — o esperado contra-ataque dos aliados bolsonaristas de Mato Grosso simplesmente não veio. O prefeito Abílio Brunini, o deputado estadual Faissal, o deputado federal José Medeiros, a deputada federal Coronel Fernanda, o deputado federal Nelson Barbudo e o deputado federal Zaelli optaram pelo silêncio absoluto. Todos, que sempre fizeram da defesa da família Bolsonaro uma marca pública e um selo eleitoral, agora se omitem justamente no momento em que o filho do ex-presidente é alvo de ataque direto no estado.
Nos bastidores, essa postura já acendeu o alerta no núcleo político ligado à família Bolsonaro. A avaliação é de que quem não defender Eduardo Bolsonaro publicamente em Mato Grosso será rotulado como traidor, marcando o início de um racha aberto entre o bolsonarismo raiz e políticos que, de olho em 2026, parecem ter trocado a lealdade ideológica pela conveniência com o Palácio Paiaguás. A leitura dominante entre apoiadores do ex-presidente é clara: Mendes deu a ordem — e os autoproclamados defensores da direita abaixaram a cabeça. O silêncio virou teste de fidelidade, e muita gente já reprovou.