O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, consolida ao longo de sua trajetória pública a fama de descartar importantes lideranças políticas logo após usá-las para atingir seus objetivos eleitorais. A lista de rompimentos começou com o ex-governador Pedro Taques, fundamental para sua vitória à prefeitura de Cuiabá em 2012, de quem se tornou opositor ferrenho anos depois. Na mesma época, Emanuel Pinheiro atuou como seu principal coordenador político de campanha, mas a aliança deu lugar a uma das rivalidades mais ruidosas da capital, com duros embates públicos. O terceiro caso envolveu o atual ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que deixou o governo Taques em 2018 para dar peso à chapa vitoriosa de Mendes ao Palácio Paiaguás, terminando escanteado pelo governador na eleição seguinte.
A quarta e mais recente apunhalada atingiu o senador Jaime Campos, peça-chave na eleição de 2018 ao ceder até sua estrutura de transporte para o governador percorrer o estado. Em uma manobra para isolar o grupo do senador e assumir o controle do partido, Mendes inviabilizou os planos de Jaime Campos de disputar o governo de Mato Grosso. Ao somar os episódios envolvendo Taques, Pinheiro, Fávaro e Campos, o governador reforça a avaliação de adversários e antigos aliados de que sua conduta na política é marcada por usar apoios estratégicos para alcançar o poder e, em seguida, virar as costas para quem o ajudou.
As 4 traições de Mauro Mendes: governador acumula histórico de rompimentos com aliados que o projetaram em Mato Grosso
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