Na política mato-grossense, há trajetórias que desafiam até os manuais de ciência política. A mais recente nomeação de Anderson Brunini Moumer para o cargo de Assessor Parlamentar (AP-10) na respeitável Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso não passa despercebida. Afinal, trata-se de mais um irmão do prefeito de Cuiabá, Brunini — expoente daquele velho discurso de 2013, o da defesa fervorosa do Estado mínimo. Hoje, a prática revela uma adesão bem mais calorosa ao Estado máximo… ao menos quando o assunto são cargos em comissão.
O clã Brunini, ao que tudo indica, possui um talento quase genético para cargos por indicação política. Já desfilam nos quadros públicos a irmã Carolina Brunini, atualmente abrigada no Desenvolve MT, a esposa do agora nomeado Anderson — que também encontrou lugar ao sol na SECITECI —, e a madrasta, personagem folclórica da campanha de 2020 ? hoje misteriosamente sumida. Nada mal para uma família que se lançou na vida pública embalando a promessa de combater as benesses da velha política. Fica a dúvida: se um dia o “Estado mínimo” virar realidade, onde vão parar os Brunini? Talvez na fila do SINE ou, quem sabe, lançando um coaching de ocupação estratégica do setor público.
