Aconteceu em Santa Catarina: Quando um homem sobe para Desembargador por honra, sensibilidade, por ser erudito e humano

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Aconteceu em Santa Catarina: Quando um homem sobe para Desembargador por honra, sensibilidade, por ser erudito e humano

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) recebeu com entusiasmo a posse do Desembargador João Marcos Buch, um magistrado cuja trajetória é marcada pela defesa dos direitos humanos, pela erudição e pela sensibilidade no exercício da justiça. Em seu discurso de posse, Buch fez mais do que os tradicionais agradecimentos: alertou sobre a necessidade de se manter vigilante contra retrocessos autoritários e reafirmou sua convicção de que a magistratura deve ser um espaço de compromisso ético e social.

Com décadas de experiência, Buch destacou-se na Vara de Execuções Penais, onde humanizou a aplicação da lei ao manter contato direto com detentos e lutar contra as condições degradantes do sistema prisional. Mesmo diante de ataques e resistências, permaneceu firme na defesa da dignidade dos presos e no respeito aos princípios constitucionais, acreditando que a justiça deve estar a serviço da humanidade, e não apenas de formalismos jurídicos.

Durante a cerimônia, o novo desembargador fez questão de agradecer àqueles que o sustentaram ao longo da jornada. “Se hoje estou aqui, é porque muitos me carregaram, ainda me carregam. Meus falecidos pais, meus irmãos, cunhados, sobrinhos, minha família toda, meus amigos, minha competente equipe de assessores, todos vocês me aceitaram em suas vidas. Então, meu muito obrigado”, declarou emocionado, reforçando o papel do apoio familiar e profissional em sua trajetória. Ele também dedicou um agradecimento especial ao marido, Lucas Fazolo: “Meu noivo, meu amor, você é o brilho e a beleza de meus dias, é a felicidade que me embala, é a prova de que não somos amados porque somos bons, a verdade é que somos bons porque somos amados e que sorte foi te encontrar”.

Mais do que um novo desembargador, João Marcos Buch representa um ideal de magistratura que alia técnica e sensibilidade, conhecimento e empatia. Sua chegada ao tribunal simboliza uma esperança de que a justiça possa ser não apenas eficiente, mas também humana e acessível a todos. Ao assumir o cargo, reafirma sua missão: servir à sociedade com coragem, ética e respeito à dignidade humana.