Abílio usa a vice Vânia Rosa para enviar projeto que libera servidores para abrir empresas e cria “banco de horas” sem garantia de pagamento; desgaste explode no funcionalismo

· 1 minuto de leitura
Abílio usa a vice Vânia Rosa para enviar projeto que libera servidores para abrir empresas e cria “banco de horas” sem garantia de pagamento; desgaste explode no funcionalismo

A vice-prefeita Vânia Rosa (Novo), que assumiu interinamente a Prefeitura de Cuiabá enquanto Abílio Brunini (PL) passeia no exterior, foi quem assinou e encaminhou à Câmara o polêmico PLC 56/2025 — uma proposta que o próprio Abílio não teve coragem de mandar. Sedenta por alguns dias de protagonismo no cargo, Vânia assumiu o desgaste de um projeto que flexibiliza o Estatuto dos Servidores, autoriza funcionários a abrir e administrar empresas privadas, impõe banco de horas sem garantia de pagamento e cria um sistema de premiações que pode incluir dinheiro, viagens e bens. Para as categorias, o texto abre brechas escandalosas para conflito de interesses e precarização do trabalho.

A proposta ainda prioriza banco de horas no lugar das horas extras — todas condicionadas à “disponibilidade orçamentária”, o que significa que o servidor pode trabalhar a mais e não receber — e inaugura “concursos internos” de ideias cujo prêmio é escolhido pela própria prefeitura, gerando alerta de uso político e criação de fidelidade hierárquica. Saúde, Educação e Assistência Social já avisaram: haverá redução de pessoal nos horários críticos, dificuldade para cobrir plantões e risco de servidores dividirem tempo entre suas funções e seus novos negócios. Mesmo assim, o PLC foi enviado às pressas e deve ser votado nos próximos dias, deixando um rastro de insatisfação e desconfiança.