Abílio Brunini deveria se olhar no espelho antes de sugerir psiquiatra para a esquerda; prefeito volta a protagonizar declaração bizarra

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Abílio Brunini deveria se olhar no espelho antes de sugerir psiquiatra para a esquerda; prefeito volta a protagonizar declaração bizarra

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), voltou a protagonizar uma declaração controversa e de profundo mau gosto ao associar adversários políticos a transtornos mentais. Com sua voz sempre fininha, muito, muito delicada, em contraste com a agressividade de suas declarações, Abílio afirmou que o Brasil precisaria fazer grandes investimentos em saúde mental para tratar pessoas de esquerda caso Flávio Bolsonaro vença a eleição presidencial. Classificou as reações dos adversários como um “surto coletivo” e uma “psicose”. Ao transformar a saúde mental em instrumento de ataque político, o prefeito ultrapassa os limites da crítica ideológica e contribui para reforçar o preconceito contra pessoas que realmente necessitam de acompanhamento psicológico ou psiquiátrico. A pergunta que fica é: Abílio já se olhou no espelho antes de recomendar tratamento psiquiátrico aos outros?

O mais contraditório é que o próprio Abílio Brunini construiu parte de sua trajetória política protagonizando episódios de confrontos, provocações e comportamentos considerados extravagantes por seus críticos. Agora, na condição de prefeito da capital mato-grossense, prefere ridicularizar adversários e insinuar que divergências políticas seriam doenças. Antes de recomendar tratamento psiquiátrico a milhões de brasileiros, Abílio deveria olhar para a própria trajetória e refletir sobre a responsabilidade de suas palavras. O episódio levanta uma pergunta inevitável: até quando Cuiabá terá um prefeito que parece mais interessado em alimentar conflitos e produzir espetáculos políticos do que em demonstrar equilíbrio, respeito e maturidade no exercício do cargo?