O prefeito Abílio Brunini parece ter trocado a Praça Alencastro pelo Palácio Paiaguás — mas só na imaginação. Apostando suas fichas na candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta em 2026, Abílio sonha com um roteiro onde o aliado esgote seu segundo mandato e, em 2030, a cadeira de governador fique convenientemente vaga para ele. O detalhe é que, enquanto ensaia passos de estadista no tabuleiro político, Abílio esquece que sequer conseguiu assumir de verdade a prefeitura de Cuiabá, já no décimo mês de gestão.
Como diria Mané Garrincha, falta combinar com os russos. E nesse caso, os russos atendem pelo nome de eleitor cuiabano, que anda cada vez mais impaciente com a paralisia, o improviso e a vaidade do prefeito. Sonhar não custa nada, mas transformar a capital num pesadelo pode custar caro. Do jeito que vai, em 2028, Abílio corre o risco de descobrir que, em vez de sucessão ao governo do Estado, terá dificuldades até para garantir um assento de vereador.