A corrida ao Senado por Mato Grosso em 2026 promete ser um embate épico entre velhos caciques e novas apostas, com sete pré-candidaturas já despontando nos bastidores. Entre os nomes, três ex-governadores — Jayme Campos, Pedro Taques e o próprio Mauro Mendes(terá que renunciar) —, o ex-ministro Carlos Fávaro(terá que deixar o cargo), o deputado federal José Medeiros, o produtor rural Antônio Galvan e a deputada estadual Janaína Riva. Mas o que parecia uma trilha asfaltada para Mauro Mendes começa a parecer uma estrada esburacada, especialmente diante do crescente desgaste de sua gestão na Baixada Cuiabana e do peso histórico que ronda o cargo: a maldição silenciosa que há décadas impede ex-governadores de Mato Grosso de se elegerem senadores.
Muito antes e depois da redemocratização, a única exceção a essa espécie de “urucubaca institucional” foi Blairo Maggi, eleito em 2010 após deixar o governo com altos índices de aprovação. Seus sucessores, no entanto, afundaram nas urnas: Silval Barbosa sequer tentou, afogado em escândalos; Pedro Taques não apenas perdeu a reeleição como naufragou também em sua tentativa ao Senado. Agora, Mauro Mendes tenta desafiar esse ciclo histórico, mas ao contrário de Blairo, chega ao fim do mandato com fissuras políticas, críticas à sua gestão social e crescente rejeição em redutos eleitorais estratégicos. A dúvida que paira é: o atual governador que será ex-governador em 2026 vai ser exceção ou apenas mais um capítulo da tradição? Quem viver, verá.