Parece que o tempo de "bater palmas" ficou no passado, junto com o reboco da antiga residência. Nos salões mais exclusivos de Cuiabá, o comentário é um só: após erguer uma mansão que faz a do casal Mendes parecer um charmoso puxadinho, Mônica Carvalho decidiu que o metro quadrado da política também precisa de uma nova dona. Com um carisma que não depende de decreto oficial e uma credibilidade que flutua sem precisar de assessoria palaciana, Mônica foi devidamente picada pela "mosca azul". O plano é claro: mostrar que enquanto a graça de Virgínia tem prazo de validade atrelado ao Diário Oficial, o brilho da nova postulante do PRD é de fabricação própria e vitalícia.
Do outro lado, Maurinho Carvalho joga um xadrez de mestre sob aquele inconfundível cabelo milimetricamente alinhado. Com a paciência de quem nunca precisou de recuperação judicial para se manter no topo, ele observa o horizonte com o sorriso de quem tem o "plano A, B e C" no bolso. Se Wellington Fagundes subir a rampa, Maurinho vira Senador; se Otaviano Pivetta levar o governo, a amizade e os negócios nas terras do Piauí garantem o churrasco de domingo. O recado nas entrelinhas é direto: o casal Carvalho cansou de servir de escada para os Mendes e agora quer usar o elevador privativo do poder, provando que, na política mato-grossense, quem tem o melhor alicerce (e a melhor planta arquitetônica) raramente fica no andar de baixo.
A Batalha das Mansões e o Voo da Mosca Azul: Mônica Carvalho entra no jogo ao se filiar no PRD
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